sábado, 31 de dezembro de 2011

modos de fazer

Estou preparando um novo blog. Seu nome será "modos-de-fazer". Não apagarei esse aqui, imagina! Mas quero me dedicar com mais veemência a escrever sobre meu ofício de repórter. Venho sentindo essa vontade desde essa postagem aqui. Na verdade, demorei para ter essa ideia e mais ainda para iniciar sua prática. Passei muito tempo odiando o Jornalismo e mais tempo ainda preocupada em escrever poemas, coisas que estudava no mestrado e/ou reflexões feitas na terapia. No entanto, sinto que agora o tempo está favorável para pequenas mudanças.

Gostaria de transformar a prática da reportagem em práxis, o que não é fácil. Então devo voltar a estudar, a teorizar, a refletir e, mais do que isso, a pensar em detalhes sobre como é minha produção, como executo a reportagem, como dialogo com as fontes, quais as escolhas que faço, qual meu estilo para narrar os assuntos, quais as dificuldades que tenho etc. 

Essa é uma carência que detectei em mim, mas que arrisco a dizer que acompanha a rotina de boa parte da minha categoria profissional. Afinal, costumamos confiar no poder mágico do dead line (a hora do fechamento da matéria), ou seja, somos experts em fazer tudo de última hora e no embalo do impulso. Além disso, não nos saímos muito bem nas disciplinas acadêmicas que envolvem metodologia. Um contrasenso para quem tem a formação baseada na aplicação das ciências e nas experiências da vida. 

Assim que "modos-de-fazer" dirá sobre os processos de inspiração, investigação, apuração, criação, escrita, cópia, repetição, descarte e reescrita das reportagens. Começarei com os meus relatos, mas quero também que você me mande os seus. Tem quase nada pronto lá no blog novo (não olhe ainda!), mas quando tiver, e se você sentir vontade, pode deixar sua contribuição nos comentários ou no meu e-mail - que certamente o Google lhe indicará.

Até o próximo ano!