O amargo da vida é experimentado a cada dia. E quanto mais o tempo passa, mais gostamos disso. Amargo é conhecer, aprender, ver o tempo passar. É ter um prazer pequeno, lá no fundo, de algo que provoca estranhamento e exige adaptação, mas que, quando vinga, gera uma série de descobertas.
Não à toa vamos envelhecendo e desenvolvendo melhor o paladar para gostos raros. Café sem açúcar, jiló misturado ao arroz, guariroba no empadão, mostarda em salada: tudo amargo, tudo arrepiante, tudo com sabor de mistério. Mistério que chega na ponta da língua de forma pouco amistosa, que atravessa rasgando e, uma vez aceito, converte-se em doce, agridoce, apimentado, salgado (ou seja, sabores mais adaptados).
Assim como o percurso da vida, amargo é base que desperta paixões, curiosidades, temores, para só depois ser bem compreendido. Uma vez desvendado, provoca uma enorme sensação de equilíbrio. Por isso é tão bom.
Não à toa vamos envelhecendo e desenvolvendo melhor o paladar para gostos raros. Café sem açúcar, jiló misturado ao arroz, guariroba no empadão, mostarda em salada: tudo amargo, tudo arrepiante, tudo com sabor de mistério. Mistério que chega na ponta da língua de forma pouco amistosa, que atravessa rasgando e, uma vez aceito, converte-se em doce, agridoce, apimentado, salgado (ou seja, sabores mais adaptados).
Assim como o percurso da vida, amargo é base que desperta paixões, curiosidades, temores, para só depois ser bem compreendido. Uma vez desvendado, provoca uma enorme sensação de equilíbrio. Por isso é tão bom.
