N'outro dia, apresentei trabalho em um congresso e usei a expressão "intelectuais de um campo". Na hora dos comentários, alguém considerou que eu estava falando de uma "elite" e, pior, que me inseri nesta elite. Isso me incomodou. E pensei se não deveria ter explicado melhor a que me referia.
N'outra ocasião, ao assistir a um debate sobre "pesquisa empírica" estabelecido entre três professores, percebi que o discurso deles caminhava 300 anos atrás e se revestia de "rigor" e "neutralidade". A Comunicação agora está querendo ser "ciência dura"? E para quê? Perguntei aos três se a minha impressão estava "correta". Eles me contaram toda a história do Positivismo, mas em nenhum momento disseram "sim" ou "não".
Pois é.
Diante desses ocorridos, é preciso demarcar que quando leio "intelectual" não entendo "gente que usa o intelecto" (afinal de contas todo ser humano faz isso o tempo todo, em todas as atividades e mediações) e nem entendo "pessoa que integra a comunidade acadêmica e que ensaia pesquisas". Entendo, sim, "criador, organizador e disseminador da cultura", das ideias que formulam visões de mundo, hegemônicas ou não, como definiu Antonio Gramsci. Então quando leio "intelectual" não entendo um ser superior e/ou privilegiado, mas sim um ser social que está rente na "batalha de ideias".
Essa diferença tem de ser destacada pois deve estar claro o posicionamento político desse trabalhador - o "intelectual". Basta de neutralidade!
N'outra ocasião, ao assistir a um debate sobre "pesquisa empírica" estabelecido entre três professores, percebi que o discurso deles caminhava 300 anos atrás e se revestia de "rigor" e "neutralidade". A Comunicação agora está querendo ser "ciência dura"? E para quê? Perguntei aos três se a minha impressão estava "correta". Eles me contaram toda a história do Positivismo, mas em nenhum momento disseram "sim" ou "não".
Pois é.
Diante desses ocorridos, é preciso demarcar que quando leio "intelectual" não entendo "gente que usa o intelecto" (afinal de contas todo ser humano faz isso o tempo todo, em todas as atividades e mediações) e nem entendo "pessoa que integra a comunidade acadêmica e que ensaia pesquisas". Entendo, sim, "criador, organizador e disseminador da cultura", das ideias que formulam visões de mundo, hegemônicas ou não, como definiu Antonio Gramsci. Então quando leio "intelectual" não entendo um ser superior e/ou privilegiado, mas sim um ser social que está rente na "batalha de ideias".
Essa diferença tem de ser destacada pois deve estar claro o posicionamento político desse trabalhador - o "intelectual". Basta de neutralidade!


