(prometo melhorar!)
Tive uma professora que, nos momentos de crise da turma, dizia: "esperaí. não vá se matar, hein?". E ela queria pedir pra gente não desistir. Mas, eu acho que cometi suicídio sim. "Tuiticídio", não é assim que dizem? Desisti do tuiter. Porque há alguns dias estou fazendo auto-análise virtual e me perguntando: De que adianta emitir opinião? O que isso muda, de fato, além de eu me expor, fazer amizades e também inimizades, posar de ridícula ou de bacana e... O que mais? O que muda? O que muda para mim? E para o outro? Será que eu estou também depositando alguma esperança em um espaço que não é público, de fato? Muito pelo contrário, é controlado...
E por outro lado, ao desistir, estou eu reunindo muita confiança nesse poder de mobilização que a gente pensa que tem com um tuiter nas mãos e, na verdade, não tem? O tema da mobilização mexe muito comigo, é um pedaço não resolvido da minha vida, pois nunca consigo entrar de fato ou sair de fato dos projetos populares, por causa dos conflitos. Sou sempre a "inorgânica" do movimento, daquelas que nunca tem autoridade para falar, pois não vive, não luta, desiste logo, dá pitaco, cria polêmica, mas só para inflamar. Daí quando eu me pego na contradição, penso: estou sendo ativista? Nunca!
No caso do tuiter, com quem estou falando? A meninada do setor Shangri-lá está lá? Não. Essa mobilização tuiteira é para uma classe que não quer ser mobilizada, quer sequer mudar alguma coisa, apenas continua nutrindo-se de pseudo-opiniões. E então eu vou alimentar isso?
Provocar é interessante, eu gosto quando uma pessoa me provoca... aliás, da parte que te toca, espero continuar sendo provocada por e-mail. Mas, será que estou eu pronta para esse papel? Talvez você esteja, outras pessoas estejam, mas eu? Não sei. E ando perdendo a paciência também com tanta propaganda, autopropaganda, sei lá, tantas mensagens superficiais, de autojustificativa, ataques etc. que eu estava (ou estou) viciada a ler...
Assim, me pergunto: por que eu quero insistir em algo que pode tocar ou não as pessoas, pode tocar ou não a mim mesma, mas que não vai representar, de fato, uma ação ou uma experiência minha no/do/para o mundo?
Provavelmente estou exigindo muito de mim, dos outros e do tuiter, mas é o que sinto no momento. Resumindo, eu estou realmente naquela fase do "saco cheio", sem paciência mesmo, me suicidando por aí... tpm, será? Não. Não posso limitar minha sensibilidade à natureza. É que realmente não estou vendo sentido mais nessa emissão de opiniões. Ah, quero pensar melhor. Acho até que vou arrepender. Te conto depois... como estará minha vida além-tuiter!
Abraço!
Tive uma professora que, nos momentos de crise da turma, dizia: "esperaí. não vá se matar, hein?". E ela queria pedir pra gente não desistir. Mas, eu acho que cometi suicídio sim. "Tuiticídio", não é assim que dizem? Desisti do tuiter. Porque há alguns dias estou fazendo auto-análise virtual e me perguntando: De que adianta emitir opinião? O que isso muda, de fato, além de eu me expor, fazer amizades e também inimizades, posar de ridícula ou de bacana e... O que mais? O que muda? O que muda para mim? E para o outro? Será que eu estou também depositando alguma esperança em um espaço que não é público, de fato? Muito pelo contrário, é controlado...
E por outro lado, ao desistir, estou eu reunindo muita confiança nesse poder de mobilização que a gente pensa que tem com um tuiter nas mãos e, na verdade, não tem? O tema da mobilização mexe muito comigo, é um pedaço não resolvido da minha vida, pois nunca consigo entrar de fato ou sair de fato dos projetos populares, por causa dos conflitos. Sou sempre a "inorgânica" do movimento, daquelas que nunca tem autoridade para falar, pois não vive, não luta, desiste logo, dá pitaco, cria polêmica, mas só para inflamar. Daí quando eu me pego na contradição, penso: estou sendo ativista? Nunca!
No caso do tuiter, com quem estou falando? A meninada do setor Shangri-lá está lá? Não. Essa mobilização tuiteira é para uma classe que não quer ser mobilizada, quer sequer mudar alguma coisa, apenas continua nutrindo-se de pseudo-opiniões. E então eu vou alimentar isso?
Provocar é interessante, eu gosto quando uma pessoa me provoca... aliás, da parte que te toca, espero continuar sendo provocada por e-mail. Mas, será que estou eu pronta para esse papel? Talvez você esteja, outras pessoas estejam, mas eu? Não sei. E ando perdendo a paciência também com tanta propaganda, autopropaganda, sei lá, tantas mensagens superficiais, de autojustificativa, ataques etc. que eu estava (ou estou) viciada a ler...
Assim, me pergunto: por que eu quero insistir em algo que pode tocar ou não as pessoas, pode tocar ou não a mim mesma, mas que não vai representar, de fato, uma ação ou uma experiência minha no/do/para o mundo?
Provavelmente estou exigindo muito de mim, dos outros e do tuiter, mas é o que sinto no momento. Resumindo, eu estou realmente naquela fase do "saco cheio", sem paciência mesmo, me suicidando por aí... tpm, será? Não. Não posso limitar minha sensibilidade à natureza. É que realmente não estou vendo sentido mais nessa emissão de opiniões. Ah, quero pensar melhor. Acho até que vou arrepender. Te conto depois... como estará minha vida além-tuiter!
Abraço!