quinta-feira, 30 de setembro de 2010
nulo, sem graça e sem pontuação
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
puesto que siempre ha sido lo que es...

Miren cómo sonríen
los presidentes
Cuando le hacen promesas
al inocente.
Miren cómo le ofrecen
al sindicato
Este mundo y el otro
los candidatos.
Miren cómo redoblan
los juramentos,
Pero después del voto
doble tormento.
Miren el hervidero
de vigilante
Para rociar de flores
al estudiante.
Miren cómo relumbran
carabineros
Para hacerle premios
a los obreros.
Miren cómo se visten
cabo y sargento
Para teñir de rojo
los pavimentos.
Miren cómo profanan
las sacristías
Con pieles y sombreros
de hipocresía.
Miren cómo blanquean
mes de María
Y al pobre negrean
la luz del día.
Miren cómo le muestran
una escopeta
Para quitarle al pobre
su marraqueta.
Miren cómo se empolvan
los funcionarios
Para contar las hojas
del calendario.
Miren cómo sonríen,
angelicales,
Miren como se olvidan
que son mortales.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
emancipação e (para o) culto

segunda-feira, 6 de setembro de 2010
"contra os que têm resposta para tudo"
para justificar a falta de entrega para com as experiências,
o outro,
para com nossa própria (des)identidade.
Nos tornamos frios como solução para nossas misérias - internas e externas.
Assim passamos a crer, severamente, em autodefesa.
Assim escondemos nossas fragilidades, principalmente, de nós mesmos.
E buscamos a liberdade que, em verdade, é dominação.
Alguém já disse: liberdade e dominação pressupõem autoconhecimento
e autoconhecimento pressupõe mitos abundantes do que já foi desencantado.
E o que foi desencantado é que produz respostas.
E são essas respostas para tudo o que buscamos todos os dias,
quando nos justificamos
ou agimos de modo orientado
a nos justificar.
Somos uma enlameada retórica.
O que devemos ser?
Talvez um caramujo, movendo lentamente, balançando as antenas devagar.
Devagar nesse mundo?
Sabemos, talvez, o que não é,
que parece ser.
E isso nos conforta, importa, nos faz soltar palavras.
Vazias, por sinal,
sem experiência.
De algo que vivemos, mas não sentimos.
Nem concretizamos.
Que idealizamos com carinho e perfeição,
mas executamos nas bases da dominação.
Repeteco!
Porque é a dominação (de novo!) a mesma a nos formar e deformar.
Nos faz estarrecidos e ilude.
E quando "descobrimos" tudo isso, o que fazemos?
Nada.
Ainda não descobrimos,
já que descobrir requer crença
no mito da descoberta.
E cremos nesse mito,
mas é melhor
para a nossa autojustificativa
dizer que não cremos.
Nota: Este texto é uma interpretação livre da Dialética do Esclarecimento, que Theodor Adorno e Max Horkheimer publicaram em 1947; obra que gosto muito, que ainda compreendo pouco e que me influenciou bastante nos últimos tempos.
domingo, 5 de setembro de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
eleições frenéticas
"A importância das eleições presidenciais, com ou sem fraude, é relativa. As decisões que afetam Honduras são tomadas primeiro em Washington; a seguir, no comando militar norte-americano no Panamá; depois, no comando da base norte-americana em Palmerola, aqui em Honduras; em seguida, na Embaixada norte-americana em Tegucigalpa; em quinto lugar vem o chefe das forças armadas hondurenhas; e, apenas em sexto lugar, aparece o presidente da República. Votamos, pois, em um funcionário de sexta categoria quanto ao poder de decisão. As funções do presidente se limitam à administração da miséria e à obtenção de empréstimos norte-americanos."
Em: Império & Imperialismo, p. 98.

