Cena de novela: frustração zero. O mocinho, em fase de resolução interna, assume seu velho sentimento. E, em meio à plateia da festa de casamento, grita: “Julinho, eu te amo!”. As damas de honra, todas moças, vestidas de rosa, congelam suas feições, boquiabertas e um tanto desanimadas.
O Julinho - snif - fragilizado, emocionado, que outrora odiava esse ser um tanto dúbio e inseguro, sorri docemente e o abraça. Somente o abraça, pois a tevê sessentona ainda não arrisca um beijo entre pessoas do mesmo sexo. Ou arrisca? Não sei, mas o casal gatíssimo que protagonizou essa cena não se beijou, não se apertou, não chorou, apenas se abraçou. Como fraternos irmãos.
Não fossem dois homens, seriam Julinho e “Julinho, eu te amo” os típicos protagonistas daqueles folhetins do século XIX, estilo Helena. Claro, eles têm o essencial para um desfecho de novela: a confiança da declaração de amor. A pessoa diz o que sente, sem medo de levar um fora, e corre para o beijo – ooops! – para o abraço!
Eu, estendida no sofá, semimorta, depois de um dia duro de trampo, sessão de psicanálise e muitos quilômetros no pedal, só queria aquele momento. Para rir.
Ah, gente, é claro que tentei fazer isso (“fulano, eu te amo!”) algumas vezes na minha vida, né? E é óbvio que quebrei a cara. Seres humanos de carne e osso dão tanto azar com esse tipo de iniciativa que sempre se declaram para a pessoa errada. Conta um caso diferente que eu digo: aconteceu, mas na novela!
ps.: Não vê novela? Vê só o clichê que está perdendo!
O Julinho - snif - fragilizado, emocionado, que outrora odiava esse ser um tanto dúbio e inseguro, sorri docemente e o abraça. Somente o abraça, pois a tevê sessentona ainda não arrisca um beijo entre pessoas do mesmo sexo. Ou arrisca? Não sei, mas o casal gatíssimo que protagonizou essa cena não se beijou, não se apertou, não chorou, apenas se abraçou. Como fraternos irmãos.
Não fossem dois homens, seriam Julinho e “Julinho, eu te amo” os típicos protagonistas daqueles folhetins do século XIX, estilo Helena. Claro, eles têm o essencial para um desfecho de novela: a confiança da declaração de amor. A pessoa diz o que sente, sem medo de levar um fora, e corre para o beijo – ooops! – para o abraço!
Eu, estendida no sofá, semimorta, depois de um dia duro de trampo, sessão de psicanálise e muitos quilômetros no pedal, só queria aquele momento. Para rir.
Ah, gente, é claro que tentei fazer isso (“fulano, eu te amo!”) algumas vezes na minha vida, né? E é óbvio que quebrei a cara. Seres humanos de carne e osso dão tanto azar com esse tipo de iniciativa que sempre se declaram para a pessoa errada. Conta um caso diferente que eu digo: aconteceu, mas na novela!
ps.: Não vê novela? Vê só o clichê que está perdendo!
